segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Meditando sobre a graça de Deus

Fico meditando sobre a graça de Deus, sobre minha vida, meu dia a dia, minhas atitudes, as coisas que deveriam estar aniquiladas em mim e as que deveriam estar operando e frutificando em mim.

Há um grande contraste de pensamentos, de atitudes, de sentimentos, ressentimentos, amor dado, amor não manifestado, intolerância à pessoas, à atitudes, como reagir... Complicado.

A tendência é deixarmos ficar pesado.

Penso:

Jesus veio ao mundo manifestar a Graça de Deus.
D
igo ‘manifestar’, porque havia sido “morto antes da fundação do mundo”, conforme as Escrituras:

AP 13:8) - E adoraram-na (a besta) todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Nós - toda a humanidade - estávamos mortos em pecado, e Ele nos deu vida em abundância:

(EF 2:1) - E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,

(JO 10:10b) - Eu (Jesus) vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

Ao morrer na cruz do calvário, pagou todo preço da dívida que era contra nós, “zerou a conta”, pelo seu precioso sangue derramado em manifestação de amor em sacrifício pelos injustos, para que, crendo, sejam, então, justificados pela fé, que também é dom de Deus.

Ressuscitou da morte e vivo está nas alturas ... prepara morada para os seus.

Enviou seu Espírito para nos guiar a toda verdade, para nos convencer amorosamente, para moldar nossa vida, para sermos frutíferos... Disse que não nos deixaria órfãos.
O Espírito Santo revela a verdade e vai até o “fim” na obra iniciada.

Graça, favor imerecido. Não merecendo, recebemos graça, pela vontade de Deus.
Há uma dificuldade em crer plenamente. Tolice, mas por raciocínios (que travam) como um: eu sei, mas... (esse mas é terrível).

Há pecado residente na carne e podemos estar mais que acostumados à pronta atitude de atender solicitações do corpo e da mente, mesmo que estas estejam pendendo contra o espírito... e quanto peso de culpa após dizer sim!

Mas a Graça também está presente, o Perdão disponível, o Sangue nos lavou do pecado, não há culpa imposta. É loucura para a mente, o raciocínio entra em parafuso: - Como é isso?

E descansar na Graça!

“A minha graça te basta... “

É suficiente, resolveu tudo, não deixou pendências, já é agora, viva nela.

Parece que a Graça traz em si lições como:

- A paciência de conviver com a carne e o pecado inerente a ela;

- A sabedoria de escolher as coisas que pendem para o espírito;

- Buscar e saber receber subsídio através da revelação pelo Espírito Santo na Palavra, na meditação, na oração, nos acontecimentos “normais ou anormais” do dia a dia, desde os mais simples até os mais complexos... Ele sempre ensina;

- Perseverança, paciência, alegria mesmo nas tribulações, tristeza perante conquistas que parecem boas, mas, que vem somente para perverter, e as ditas “boas atitudes” com motivação errada;

- Na Graça aprendemos que há um objetivo que será alcançado e podemos seguir adiante com bom ânimo;

- Na Graça aprendemos que o Grande Dia é aquele que se chama Hoje;

- Na Graça sabemos a Quem pertencemos e conhecemos Sua voz;

- A Graça produz a alegria da certeza do cumprimento da promessa feita por Quem ofereceu Graça;

- Na Graça aprendemos que tudo depende Dele e Ele deseja a nossa participação por que nos ama.

Graça, presente dado a quem não merece, por quem tem o desejo-satisfação que recebêssemos tal presente.

Presente (dom) tão grande e tão complexo, mesmo sendo simples, que vai ser novidade deliciosa sempre, no “dia a dia” pela eternidade, que pela mesma Graça, fomos feitos participantes.

N´Ele, pela graça de Deus.

Valmir Bodruc
Estação Santos do Caminho

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