segunda-feira, 25 de abril de 2011

Teologia relacional: a inútil discussão a cerca de Deus

Piedosas são sempre as tentativas humanas de pensar Deus sem vivê-Lo.

Sim! Quando a alma não quer a revelação e suas implicações de uma existência em fé e sem justiça-própria, entregando o ser sem para-quedas a Deus, o que surge é uma “teologia”.

Cada vez mais me perguntam o que acho da Teologia Relacional ou do Processo, as quais só não são a mesma coisa por uma diferenciação escolástica.

Ora, sem mencionar tais nomes em muito do que escrevo, entretanto deixo claro o que penso em todos os conteúdos deste site, os quais (os conteúdos) batem de frente-frente contra tais especulações.
 
Mas para aqueles que só entendem as coisas se elas tiverem nome e endereço, digo aqui o seguinte:


1. Que é loucura humana buscar entender como Deus é para além da revelação que Jesus fez e faz do Pai. Deus é Deus. E cabe ao homem amá-Lo conforme o que Dele se pode conhecer ou nos é revelado.

2. Que a especulação sobre a relação de Deus com a História Humana que não se fundamente na revelação que Jesus trás de Deus é tola, infantil, presunçosa e inútil.

3. Que tais especulações apenas desviam a atenção para algo que não se pode conhecer, em detrimento do que de Deus se pode conhecer.

4. Que Deus não é conhecido pelo intelecto, mas pela sensibilidade que tem no espírito humano seu chão e sua base. Assim, Deus se revela sem se explicar.

 5. Que tanto o Calvinismo como também a Teologia Relacional são manifestações humanas equivocadas, ainda que sinceras, pois a Escritura é propositalmente contraditória e paradoxal aos sentidos humanos, posto que o que ela revela é divino, e não está ao alcance da especulação que busca sistematizar Deus.

6. Que se tem que viver com a humildade de quem ama Aquele que não pode ser compreendido, ao mesmo tempo em que se ponha em pratica tudo o que Dele se pode compreender; e que diz respeito ao homem e sua relação com Deus pela fé, e com a vida pelo amor.

7. Que a Teologia Relacional que as Escrituras ensinam nada tem a ver com o modo de Deus ser em relação ao homem para além do revelado, como quem busca entender os caminhos de Deus que são mais altos que os nossos caminhos. A Teologia Relacional que as Escrituras ensinam é justamente aquela que é evitada pelos teólogos na busca de entenderem o que não nos é possível — que é a relação do homem com Deus pela fé.

8. Que tal discussão não passa de sexo dos anjos, posto que dissimula o que é revelado; ou seja: que  os homens se relacionem uns com os outros, com Deus, com a vida. Ora, a dissimulação é pensarem que estão muitoocupados pensando Deus.

9. Que Jesus acharia (pela manifestação que o Evangelho nos trás Dele) tudo isso uma grande tolice do tipo da dos escribas dos saduceus — que não criam na revelação em sua simplicidade, e, assim, criaram uma teologia na qual as ações dos homens e as de Deus se tornavam a mesma coisa.

10. Que a única Teologia Relacional que pode ser intelectualmente levada a sério é aquela que diz respeito ao homem com o homem; e ao homem com Deus, conforme João nos ensina em sua epístola de modo tão claro e obvio.

Assim, sem citar nomes, autores ou supostos pensadores, digo:

Não levo à sério quem pensa assim, pois, quem pensa, assim não pensa, posto que pelo seu próprio pensar (se pensa de fato), vê que não é possível “pensar Deus”, pois Deus está acima do próprio pensamento.

Ora, se assim não fosse dir-se-ia que o homem, o justo, seria justificado pelo seu pensar!

O mundo está estrebuchando. Mas há pessoas dedicadas a fazer fimose de Deus, ao invés de simplesmente viverem o Evangelho conforme a simplicidade de Jesus.

Toda tentativa de pensar Deus para entendê-Lo, não apenas é tola, mas, sobretudo, é diabólica, pois, tira a energia humana do foco simples do Evangelho, e leva a pessoa para um ambiente virtual de uma piedade de sarcófago, posto que nada mais faz do que a exumação do único “Deus” passível de ser objeto de tal coisa — o “Deus da teologia”.

Digo isso não porque não pense. Sei que se começasse a especular sobre “Deus” eu seria muito bom nisto, pois, imaginação não me falta, muito menos capacidade de pensar com todas as implicações filosóficas de tal “viagem”.

Minha recusa quanto a tais coisas, portanto, não me acomete como sentimento de limitação no pensar até onde pensar seja possível, mas exclusivamente em razão de duas coisas: do temor de Deus conforme a consciência que tenho acerca Dele, assim como em razão da certeza total de que tais exercícios apenas exercitam a vaidade, mas não têm poder algum quanto a levar a vida à verdadeira experiência de Deus como conhecimento profundo e como piedade aplicável a esta existência.

O site, todavia, contém textos e textos que explicam em detalhes a vaidade de tais especulações!

Chega de Disneylândia teológica.

O buraco é infinitamente acima de nossas cabeças!

Assim, para os devotos da especulação que só interessa ao desinteresse pelo que de fato importa e interessa — eis a Palavra do Evangelho:

Disse-lhe Filipe: Senhor mostra-nos o Pai, isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, faz as suasobrasCrede-me que estou no Pai, e que o Pai em mim; crede-me ao menos por causa das mesmas obras. Em verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardai os meus mandamentos.

Assim, a Teologia Relacional de Jesus não diz como Deus é, mas Quem Deus é. Desse modo apenas diz para se ver o Pai no Filho revelado e encarnado. Diz que tudo tem a ver com crer ou não crer. Diz que o que está disponível aos nossos sentidos são obras divinas a serem vistas e discernidas pela fé na revelação. Diz que tal relacionalidade é com Deus, e que ela se manifesta mediante a obediência e o amor. E conclui afirmando que a especulação sobre o Pai é tolice, pois o que do Pai se pode conhecer está revelado em Jesus.

Desse modo a questão de Jesus ecoa outra vez:

Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido 


Nele, que jamais se ocuparia com tais coisas, como de fato, tendo todas as chances, não o fez,


Caio

Ps: Se pelo menos os teólogos entendessem um pouquinho acerca de física quântica, saberiam quão tola tal discussão é em sua busca de discutir a atemporal soberania de Deus e a temporal e relativa liberdade humana. Sem um mínimo de consciência sobre o significado físico do tempo, não se tem nem como entender que não se pode entender a eternidade. Sim! Porque já que não crêem, poderiam pelo menos ir além das categorias medievais de nossas teologias a fim de pensarem de modo a fazer sentido com o que pensar significa. 


Escrito em 2007

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A proposta de Jesus: a falência como alívio!

Vinde a mim todos os cansados e os sobrecarregados, e eu vos aliviarei, disse Jesus.

Ora, a salvação do cansado é Vir, não Ficar. A salvação do cansado é tomar algo, é atender um convite para sair de onde está e encontrar alívio para alma.

Mas como posso ir a algum lugar se eu mesmo não tenho forças para me ajudar?



Interessante isto. Para nós a salvação do cansado é ficar e descansar. Jesus, no entanto, diz que o cansado tem que VIR.

Mas como o cansado andará se está cansado? Não seria muito mais digno de Deus dizer: Todos os cansados fiquem onde estão, que eu vos visitarei?

A questão é que Este que oferece o descanso está ao lado, e Seu convite não é um grito distante, mas uma suplica interior: “Vinde a mim...e achareis descanso. Tomem o jugo, e tereis alívio”.

Assim, o movimento, o Vir, não para fora, mas para dentro!

Todavia, por mais perto que Ele esteja, aquele que precisa da ajuda precisa Vir, tem de se movimentar, necessita escolher e acolher o refúgio.

Afinal, quem descansa no refúgio que não quer estar?

Refúgio forçado é prisão!

“Vinde a mim” é um convite pessoal e propõe um encontro pessoal. “Vinde a mim” equivale a “permaneça em mim, e você terá descanso”.

Todavia, nem por causa disso eu devo ficar onde estou. Eu preciso sair de onde estou em mim a fim de encontrá-Lo como alívio para mim, ainda em mim.

“Permanecer Nele” é “Vir a Ele”. Portanto, é um permanecer em movimento, andando com Ele, deixando-se levar aos pastos verdejantes e às águas tranqüilas, e que não existem em nenhum éden terreno, mas tão somente em paragens interiores.

“Vinde a mim todos...”, diz Jesus.

Que coisa mais linda é ouvi-Lo dizer que Seu atendimento é pessoal, visto que só é para todos, porque é para cada um.

Ele não pergunta pelo tipo de peso ou de carga que nos oprime, apenas aceita que pode ser qualquer coisa, e que Ele mesmo tratará com total pessoalidade qualquer que seja o jugo de agonias que possam estar afligindo a todos, portanto, a cada um individualmente.

Jesus, assim, não classifica angustias, e nem diz que certas agonias são virtuosas e, portanto, passíveis de ajuda, enquanto outras não são.

Jesus não age assim. Assim age a religião!

Não! Não é para um concurso de agonias que Ele nos convida, nem é para um vestibular de angustias; para então, no fim, alguns serem selecionados para receber o alívio e a ajuda. Pois assim como Ele convida a todos, Ele também convida o tudo de todos, sem discriminação.

O critério que seleciona as agonias passiveis de socorro não obedece a qualquer juízo moral, ético ou religioso.

Quem pré-seleciona o candidato à ajuda é a Necessidade que faz com que o necessitado perca o senso de auto-critica e de auto-ajuda, e simplesmente diga: “Eu não posso mais”.

Assim, o convite é para quem não pode mais, é para quem cansou tanto que já desistiu, e só não desistiu totalmente porque não sabe como morrer.

Somente os que não sabem como morrer é que podem atender a tal convite, que num certo sentido só se consuma se eu digo: Morri mesmo que ainda exista!

O convite é para quem não sabe nem como morrer. Sim, o convite é, sobretudo, para esses.

“Vinde a mim todos vós”, diz Jesus. E, assim dizendo, Ele espera que “vós”, nós, eu, cada um, por si mesmo, decida aceitar a ajuda, e Venha a Ele.

Estranho e fascinante. Eu não agüento mais, mas preciso “Vir a Ele”, o que significa fazer o movimento da rendição, da entrega total de toda auto-confiança.

O convite só se efetiva na completa certeza de que em mim mesmo não resta esperança.

O alívio só chega para quem já aprendeu que por si mesmo não chega a nenhum alívio por suas próprias pernas.

O alívio é apenas para os perdidos na impotência!

Maravilhoso e paradoxal!

Ele me diz: “Vem”. Mas eu não consigo dar nem mais um passo...

Assim, é na impossibilidade de me mover que eu me movo para onde está o refúgio.

Eu tenho apenas que dizer que não posso mais, e, no mesmo instante, paradoxalmente, me movo para Ele, sem ter que sair de lugar nenhum, visto que o lugar sai de mim, pois a opressão é em mim, e o alívio está em mim, mas somente quando em mim mesmo, Venho a Ele.

Quando eu desisto, vou a Ele. Então, descubro que o lugar do alívio não é um lugar, nem mesmo pode ser comparado ou medido como a distância de uma estrada a ser percorrida até chegar a Ele, onde está o descanso.

Não! É justamente por não poder ir, que chego; e é por não agüentar mais, que recebo o poder que me faz agüentar tudo.

“Tomai sobre vós o meu jugo, pois Sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas, pois o jugo é suave, e o meu fardo é leve”, explica Jesus.

Ele implora que eu aceite a ajuda Dele. Sim, Ele se mostra manso e humilde, e garante que o peso Dele é leve.

Peso leve. Jugo suave. Tudo isto vem da mansidão e da humildade Dele.

Aquele que me oferece ajuda é forte em Sua mansidão e humildade em Seu coração.

Que coisa linda!

Assim, aprendo que meu sacrifico quanto a receber o alívio, é reconhecer que “não agüento mais”, e é “tomar um peso leve e um jugo suave”, que nada mais é que aceitar a mansidão e a humildade de Deus como meu lugar de refugio.

Sim, onde mais posso descansar senão na humildade de Deus?

Somente um Deus manso e humilde pode aceitar tudo em todos, e a ajudar todos em tudo!

No entanto, eu tenho que “Vir”, fazendo o movimento na Permanência Nele, e que só acontece como impossibilidade de ir a qualquer outro “lugar” que não seja Ele.

Mas quem agüenta se entregar a um Deus tão manso e humilde? Quem aceita que o socorro implica em falência e desistência? Quem deseja para si trocar seu próprio jugo pelo de Outro, por mais que Este que me convide diga que seu peso não pesa?

Para receber o alívio do Deus manso e humilde requer-se do homem um ato de movimento, e a coragem da troca. E pior: demanda desse carente que se declare mais que necessitado. Sim, dele se demanda que declare falência e que se movimente na declaração da impotência, e que seja humilde a fim de aceitar a falência como salvação.

Assim, a fim de me ajudar Jesus diz: Venha. E, assim fazendo, Ele me diz que a salvação é Ele, e que o caminho para ela reside na desistência de qualquer outra salvação que não seja um ato de reconhecimento da minha própria impotência e perdição.

Em Jesus somente os falidos são aliviados. Quem não chegou a esse ponto... onde já não se tem para onde ir...jamais saberá o significado de receber o alívio, visto que ainda é estivador de sua própria potência, e é ainda vítima de seu estado de não falência assumida.

Bem-aventurados os sem força para se mover, pois eles se moverão sem ter que ir a algum lugar, visto que o Lugar-Presença a eles vem. Aliás, implora para ser apenas reconhecido.


Caio

domingo, 10 de abril de 2011

Melquizedeque: não evangelize problemas…

Quase tudo o que discutimos acerca da Verdade de Deus tem a ver com os temas das angustias dos judeus em relação aos discípulos de Jesus e dos discípulos em relação ao judaísmo; fosse porque alguns, sendo judeus, julgassem de tempo em tempo que a ruptura criada pelo Evangelho era radical demais; fosse porque grupos de judeus os perseguissem tentando dissuadi-los de continuarem no Caminho; fosse porque os temas dos judeus não tivessem saído de todo nem do mais liberto de todos os apóstolos, provavelmente Paulo.

Assim, por exemplo, a Epístola aos Hebreus, que para mim é uma peça de verdade/beleza extraordinária sob todos os aspectos, que nos propõe a Superioridade de Jesus sobre toda e qualquer Sombra/Religião ou meio humano de buscar Deus, que não seja por meio da fé em Jesus — viaja sobre o chão das questões dos Hebreus/Judeus [...]; e tão somente nos introduz ao tema de Melquizedeque, Rei de Justiça e Paz, em razão de que a questão judaica era: Como Jesus, não sendo da Tribo de Levi, pode ser Sumo-Sacerdote, com poderes divinos/legais de mudar as Leis, fazendo de Si Mesmo a Realização de tudo o que para os nossos antepassados era toda a vida e cultura deles?...

Então o escritor de Hebreus viaja sobre o chão da história dos Hebreus/Judeus, a fim de mostrar pelas Escrituras [que eram o material final de autenticação de qualquer revelação para eles] que a ordem Levítica nunca foi nada além de uma ordem sacerdotal relativa, de ofertas relativas, de cerimônias relativas; posto que a tribo de Levi fosse de descentes de Abraão, sendo, porém, que o próprio Patriarca, nos seus dias, reconheceu um Sacerdote/Rei, Melquizedeque, como sendo alguém que conhecia o mesmo Deus que ele conhecia; mas o próprio Abraão reconheceu que esse Alguém representava algo maior do que aquilo que, por Abraão, estava sendo instaurado na Terra.

Ou seja: o escritor de Hebreus nos diz que havia uma Ordem Sacerdotal em Melquizedeque, que transcendia Abraão, e que o Cristo [Messias] seria, de acordo com Davi, nos Salmos, Alguém que pertenceria à Ordem de Melquizedeque — realidade essa que, para os leitores originais da Epístola [todos Hebreus/Judeus], vinha carregada de um poder fundado na própria Escritura; que, para eles, tinha sentido bíblico e cultural; posto que aquilo que em Hebreus demanda uma Epístola, Pedro resumiu na casa de Cornélio [que não tinha questões “judaico/cristãs”], simplesmente dizendo que “em qualquer nação, qualquer um que tema a Deus e faça o que lhe seja agradável, esse é aceito; pois para com Deus não há acepção de pessoas”.

Eu só falo na Ordem de Melquizedeque para quem chega com questões judaico/cristãs... Ou seja: para os cristãos... Sim, pois fora os cristãos, excluindo hoje em dia boa parte dos judeus, ninguém na terra precisa saber de Melquizedeque, se Melquizedeque era apenas uma resposta do Evangelho a um “problema” oriundo das crenças judaicas...

Ou seja: Melquizedeque continua a ser a resposta do Evangelho contra o Cristianismo como arianismo salvacionista [como foi contra o judaísmo étnico, cultural e legal]; por cuja noção se passou a ensinar que quem não seja cristão está perdido [...]; ou já tenha nascido sem acesso ao Cristianismo porque Deus mesmo os fez nascer nas culturas e geografias inacessíveis.

Entretanto, se o nível da estupidez não for esse, creia, não falo da Ordem de Melquizedeque, mas apenas digo o que Pedro disse na casa de Cornélio, a saber: Que em qualquer povo, tribo, língua e nação, onde quer que haja corações que amem a paz, o amor, a justiça, a verdade e vivam com esperança e bondade, aí Deus está presente, mesmo que não se Lhe saiba o Nome; posto que para com Deus o que importa é a verdade do e no coração, e não a afirmação histórico/cultural do nome de Deus, posto que Deus não tenha que se explicar ao mundo em termos judaicos.

Jesus [e Sua Boa Nova] é o único Nome a ser falado pelos discípulos, e isso quando a vida já criou o significado do Evangelho para aqueles que porventura passem a ser os nossos ouvintes...

No mais, quanto mais limpo de “problemas” de natureza “judaico/cristã” ficar o Evangelho em nossa boca, melhor será para quem não tem tais problemas.

O “problema” do Cristianismo sempre foi, entre outras coisas, impor “problemas” onde tais “problemas” não existem como “questão”...

No dia que entendermos mesmo que Deus é amor, nesse dia o Evangelho fluirá de nós como Rio de Água Viva, sem nenhum tipo de judaísmo ou cristianismo a lhe poluírem os derramar das águas...

Deus não é amor segundo a Ordem de Melquizedeque, mas sim a Ordem de Melquizedeque é uma Ordem de Sacerdócio de amor universal apenas porque Deus é amor...

Sim, existe na Escritura judaico/cristã a alusão a tal Ordem [...] apenas para que a partir dela [da Escritura], e por causa deles [dos judeus e cristãos], se possa dizer ao mundo todo que Jesus é o Senhor de todos; e que fez e faz cobertura de pecados por todos; ou melhor: que o mundo todo está reconciliado com Deus por meio de Jesus; ou ainda: que Jesus garante que a morte ficou menor do que Sua Graça em favor de todos os homens...

É simples assim!...

Nele, que É,

Caio

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os bonzinhos e bem comportados são uma desgraça de coisa nenhuma

Soa como loucura hoje, no meio desses mega problemas, os quais envolvem tudo de tudo, do meio ambiente à perturbação da mente humana, pensar que um grupo de discípulos de Jesus pode ainda fazer qualquer sentido no mundo.

No entanto, se não fossemos judeu-evangélicos, sentindo-nos em relação ao Evangelho exatamente como alguns se sentiram em relação a ficarem em Jerusalém ao invés de irem ao mundo pregar a Palavra, existindo com a síndrome dos peixes de aquário, com complexo de passarinho de gaiola, sofrendo da sensação de produtividade de um ramister em roda de gaiola, contentes com a embaixada social da associação igreja, e dando banana para o mundo perdido, saberíamos que apesar de nossa fraqueza, incapacidade e inexpressividade, se fossemos às ruas, becos, encruzilhadas da terra, e todos os guetos, grupos e antros sociais, e apenas pregássemos, sem fixação em púlpitos, e sem crer que ministério só acontece dentro da “igreja” e de crente para crente, mas, muitos antes disso, como algo que acontece no caminho, e como resultado da paixão de cada um por Jesus, e isso feito em amor amigo e fraterno entre eles, geraria como resultado uma revolução simples, barata, poderosa, em cada canto da terra, e sem astros como atrações.

Se parássemos de ficar falando de Deus, estudando Deus, compreendendo Deus, defendendo Deus, trabalhando em escritórios de Deus, em entidades de Deus, em assembléias para tratar das coisas de Deus, sem comprar ou vender terreno para Deus, sem perder todo esse tempo “com Deus”, e, como o samaritano, sem agenda de sacerdote e levita, apenas fizéssemos o que tem de ser feito, e vivêssemos o fruto genuíno do Evangelho em nós, sem temor quanto a pregar, a orar com necessitados em qualquer lugar, até na sauna — então, subitamente veríamos que hoje mesmo, algo sem paralelos aconteceria na Terra.

Para isso também é fundamental parar de ficar explicando Deus para os religiosos assumidos e definidos. Pregar para cristãos de casca grossa não é cumprir a grande comissão de Mateus 28. É distração do inferno nos afastando para pregação a quem quer ouvir.

Provavelmente 95% da energia gasta pelos “cristãos” seja expendida em discussões entre “cristãos”. E no fim do dia a pessoa sente que se dedicou à obra de Deus. Tudo engano. São apenas os Templários modernos procurando o seu Santo Graal.

Levanta. Toma teu leito, teu púlpito e tua algema de microfones, e anda enquanto é dia!”

Caio

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bençãos que desejo a você com carinho e oração

Que seus dias sejam intensos.

Que sua alma sempre encontre um lugar de sossego.

Que seu espírito permita o acesso do Espírito Santo.

Que seu corpo se revigore e mesmo ao envelhecer
tenhas saúde.

Que seus sonhos sejam saudáveis e possíveis.

Que acredites em alguma utopia.

Que tenhas com quem se repartir
e quem se reparta com você.

Que o amor sempre lhe supra e lhe sobre.

Que experimentes alegrias e tristezas na medida.

Que amanheceres, entardeceres e anoiteceres lhe saltem aos olhos de quando em quando e você se deslumbre com a beleza e as nuances de cada um.

Que hajam lagrimas em seus olhos o suficiente
pra que não se sequem.

Que ouças e sejas ouvido.

Que vejas e sejas visto.

Que sinta os sabores do cotidiano, mas,
que experimentes novos gostos.

Que sintas os aromas dos seus caminhos comuns, mas, percebas novos perfumes em novos caminhos.

Que toques e sejas tocado com delicadeza.

Que desfrutes os lábios do seu amor.

Que sejas ousado(a) e que se arrependa e experimente as delicias do perdão.

Que perdoes e liberte muitos para a vida.

Que ames e muito, mas, que de alguma forma
sejas muito amado(a).

Que enfrentes decepções, frustrações, traições,
mas, não se amargure.

Que reconheças que um dia ou outro estarás deste lado da vida, isto é, do lado dos que ofendem, traem, frustram, decepcionam.

Que quando isto acontecer, não se decepcione com você,
apenas reconheça quem você é.

Que você trabalhe pra ter e doar, pois, nisto há significado.

Que tenhas tempo de descanso não só em períodos de férias, mas,
em momentos de cada dia.

Que tenhas lugares que você queira voltar sempre.

Que você se divirta e se alegre com freqüência.

Que tenhas bom humor pra encarar a vida.

Que tenhas pessoas com as quais você se encontre sem que hajam cobranças.

Que você não seja chato demais e não tenha que
conviver com gente chata demais.

Que aprendas a ser feliz em qualquer circunstancia.

Que tenhas esperança.

Que sejas dos que crê.

Que ores por orar.

Que o Eterno a você se manifeste no cotidiano.

Que você O encontre no chão da vida.

Que tenhas paz.

Amem.

Com  carinho

Carlos Bregantim

quinta-feira, 24 de março de 2011

Quando a Igreja não é "igreja"...

Igreja tem de ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver, que crê sempre no amor de Deus; e, sobretudo, é algo para gente que confia, que entrega, que não deseja controlar nada; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe...

Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo...

Entretanto, para que as pessoas sejam assim, seus pastores precisam ser assim...

Se o pastor é assim, tudo ficará assim...

Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno...

Em igreja há problemas... É claro... Afinal, tem gente...

Mas nenhum problema humano tem de ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.

Numa igreja de Deus ninguém tem de ser humilhado, adúlteros não têm de ser “apresentados” ao público, ladrões são ajudados a não mais roubarem, corruptos são tratados como Jesus tratou Zaqueu, e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou os hipócritas; ou seja: com silêncio que passa, mas, ao mesmo tempo, não abre espaço...

Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje... E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado... Tal pessoa é livre para discordar e sair... Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo...

Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.
Nela também toda angústia humana é tratada em sigilo e paz.

Igreja é um problema?...
Sinceramente não acho...

Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro...

Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência...
Não é teoria...
Pode ser assim em todo lugar...
Mas depende de quem seja o pastor...
E mais, se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito...

Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado, não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.

Pense nisso!...

Nele,

Caio

segunda-feira, 21 de março de 2011

Para onde caminha o Caminho da Graça?

O vento sopra onde quer, não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim é todo o que é nascido do Espírito.

Essas palavras de Jesus parecem nos apavorar! E por quê? Porque ninguém quer ficar sem saber para onde vai! E ninguém quer, de fato, confiar a vida a Deus. Por que videntes e astrólogos têm tanta popularidade? Ora, é porque todo mundo quer saber o futuro, enquanto todo mundo tem medo do futuro! O justo, porém, viverá a cada dia apenas pela Fé!

A questão, no entanto, não é saber para onde se vai. A única coisa que interessa é a Quem estou seguindo. Ora, nesse caso, não se trata nem mesmo de buscar seguir algo visível, mas de se deixar levar pela leveza do intangível, sem medo, e com total confiança.

Hoje em dia ninguém mais quer seguir o Vento, se é que algum dia já se aceitou isto. Uma mente religiosamente estruturada acaba por tentar "sistematizar" o Vento, o Espírito e a Vida.

O interessante é que Jesus é o Caminho, e segui-lo é a própria certeza de "para onde se está indo", pois o alvo da jornada é Vida no Pai.

"Vós sabeis o caminho..." — disse Jesus. Eles responderam: "Como saber para onde vais, sem saber o caminho"? Todos conhecem a resposta: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém vem ao Pai senão por mim".

Ora, é aqui que mora a angústia da alma religiosa. Depois de milênios de treinamento para pensar no Caminho como Conduta, na Verdade como Doutrina e na Vida como Performance, quem ainda sabe intuir a simplicidade das palavras de Jesus?

E pior: depois de pensar no Caminho como um "projeto", na Verdade como um "sistema" e na Vida como um "modo de ser" conforme a religião, quem pode ainda entender o significado do chamado de Jesus?

E mais desgraçadamente ainda: depois de pensar no Caminho como o "Pacote da Salvação", na Verdade como a "Certeza dos Crentes", e na Vida como uma "Longínqua Eternidade", quem consegue ainda discernir a concreta subjetividade do chamado de Jesus Hoje?

E só para concluir: depois de anos confundindo o Caminho com uma "Estrada Institucional", a Verdade com a "Teologia" e a Vida com a "Disciplina da Igreja", quem ainda pode, apenas de leve, perceber o convite de Jesus para segui-Lo no Caminho, sendo levado pelo vento, seja andando em Verdade no ser e experimentando a Vida na vida?

Não! A gente quer um mapa, um sistema, uma estratégia, um planejamento de curto, médio e longo prazo. A gente quer saber como acontecerá: "Qual a estrutura que nos governará? Quais os sistemas que nos conduzirão? E quais os objetivos concretos a serem declarados? E que organização terá"?

Para mim, se discirno com alguma correção o Evangelho, o espírito é outro. Jesus nunca organizou muita coisa, a não ser chamar doze homens para estarem mais próximos Dele, reunir a multidão em grupos a fim de repartir o pão, e enviar alguns antes Dele a fim de fazerem preparativos específicos. No mais, nada mais!

"Não andeis ansiosos... quanto ao vosso ministério, pois a vida é mais que o ministério."
"Não vos preocupeis com o que haveis de falar, pois o Espírito vos concederá..."
"Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos..."

E lhes deu NADA como armadura, exceto a simplicidade do poder que vem da Graça.

Tudo que diz respeito ao Evangelho que surge com a pretensão de ser uma organização já nasce moribundo. A vitalidade do Evangelho está em se deixar conduzir pelo Espírito, conforme a verdade da vida e a vida na verdade.

Portanto, para mim, o melhor governo é o menor possível; o melhor modo é o mais simples; a melhor forma é aquela que serve à vida; e o melhor meio é aquele que vai sendo!

Eu creio que a sabedoria do Caminho é deixar que o vinho designe o odre e deixar que o pano determine a melhor veste para ele. E mais: é saber que o Vinho Novo sempre haverá de demandar, a cada momento ou geração, o odre apropriado; e que a Veste Nova haverá de ser combinada com o feitio que lhe for próprio.

Assim, as formas servem às essências, e não o contrário! Para andar no Caminho tem-se que desistir do modelo industrial, ou da montagem em série, ou da franquia, ou do modelo pré-fabricado, ou de toda fixidez de formas, com suas Constituições e Regimentos, sejam escritos ou subentendidos, visto que todas essas coisas só servem para agarrar-se às paredes do visível, para aplicar fórmulas de sucesso ministerial conforme o Mundo, para instituir hierarquias engessadas e para nos proteger uns dos outros.

E não haverá formas e governos eclesiais?

Ora, ninguém que viva no tempo e no espaço pode crer que as formas sejam evitáveis. Nossa dimensão precisa de forma: tempo e espaço produzem formas.

Porém, quem deu forma aos mares, às montanhas, aos rios, às florestas, aos desertos, aos vales e à vida?

Por que não se pode confiar que Aquele que fez isto em rocha, pedra, areia, poeira, vegetação e todas as demais coisas também pode dar forma ao que também é de Sua criação no coração humano, conforme a necessidade de cada geração?

No que depender de mim, o Caminho da Graça continuará a caminhar conforme a água. Alguém já viu a água ter algum problema com a forma? Não! A água se serve de todas as formas. As formas servem à água, não a água às formas!

O espírito da caminhada é a simplicidade. Há um só Pastor. Há um só Guia. Há um só Mestre. E a Ele, conforme os princípios do Evangelho, nós todos seguiremos. E orientadores e supervisores servem apenas para manter as formas a serviço da essência, sem nunca maculá-la!

Pois nossa segurança está na essência do Evangelho. Onde quer que esse espírito do Evangelho tenha prevalência, todas as boas formas lhe prestarão serviço, mas jamais se tornarão um fim em si mesmas. Serviu, serve; não serviu, então já não serve. E a única coisa que não serve mesmo é atrofiar a Palavra para que ela fique conforme a forma e a "forma".

Ora, se um dia tivermos presbíteros, saiba: eles não serão fiscais da vida e nem senhores da doutrina, mas gente da misericórdia e da paz. Se tivermos diáconos, saiba: eles não serão porteiros de reunião, mas pessoas que só serão servos se servos forem na vida. No entanto, muitas vezes, a melhor maneira de não matar a vida espontânea é não batizá-la de modo oficial.

Criar muitas e muitas formas de governo não é difícil. E há muitas roupas de grife se oferecendo como modelo para a vestimenta do pano novo. Mas é disso que fujo. No que nos diz respeito, o Espírito conduzirá as coisas conforme a pertinência. E nisto, também, o justo terá que se alegrar na aventura da fé.

A questão do Caminho como lugar é simples: por que a gente apenas não se reúne com alegria singela, não experimenta o amor que liberta, não goza o privilégio da simplicidade, não se alimenta da Palavra, e não volta à vida cheios das Boas Novas para contar ao mundo?

Por que a gente não faz do lugar só um lugar? Lugar onde se faz um pouso, uma estação de bom ânimo e revigoramento da fé e que abasteça a vida na troca e ministração dos dons?

Já somos, em muitos lugares, um "pouso" para quem pede. E quando digo "somos", apenas digo que os que se designam "do Caminho" são apenas discípulos de Jesus que se encontram em torno da mesma percepção do Evangelho.

Uma "Estação" do Caminho é uma paragem para os peregrinos. O Caminho não é na Estação; é na estrada, é na pluralidade da existência, é em meio a tudo e a todos, é nas portas do inferno.

A Estação é um pouso rápido, é um pernoite; ou, no mundo moderno, nem mesmo isso, posto que "estar na estação" — num metrô, por exemplo — é coisa tão rápida que a pessoa quase nem chega a "estar".

Não temos, todavia, a aflição das estações de metrô. Preferimos as Estações das estadas andantes, antigas ou primitivas, nas quais a Estação era apenas uma "ramagem" na beira da estrada. Ou apenas um lugar comum onde os peregrinos, os hebreus do caminho, se encontram.

Quanto ao senso de "grupo", no Caminho ele não existe como tentativa de separação do mundo. Existe apenas o senso de unidade na fé, em meio à pluralidade das muitas expressões humanas.

O fato é que a mentalidade da "igreja" sempre foi a de criar uma "sociedade paralela" com todas as formas de governo secular (e hoje empresarial) a fim de que alguns sejam os donos do processo, os controladores do povo, os governadores de Deus e os xerifes da santidade.

A "igreja" quer tirar as pessoas da vida e do mundo, criando um viveiro de doentes e arrogantes.

O Caminho do Evangelho, porém, não é assim! Não é! Nele, as pessoas não fogem do mundo e nem da vida. Nele não tem que haver governadores e nem príncipes. Nele, confia-se na Soberania de Jesus e na efetividade de Seu poder. Nele, cada pessoa é uma testemunha no mundo, não um militante de um partido eclesiástico. É dessa mentalidade que queremos estar longe!

E quanto ao futuro?

Ora, amigos de caminhada, se já não temo a morte, por que haverei de temer o futuro? O Senhor nos guiará se nós não tentarmos guiar o Senhor!

Aonde vai dar esse caminho? Já deu no Pai. E nos conduzirá a cada dia no caminho da pacificação!

Assim, sirvo a Deus Hoje, e não vivo a neurose de como será amanhã. Não sofro dessa ansiedade. Hoje, todavia, há milhares de filhos de Deus que andam dispersos. Quem está feliz onde está, deve ficar onde está. Apenas proponho que os que parecem não caber em lugar nenhum, ou os que amam a Jesus, mas justamente por isso não suportam a convivência religiosa — conforme ela se tornou —, que não se sintam "desviados", que não se tornem solitários e que se ajuntem, que se reúnam, que se encontrem, que se fortaleçam na fé, mutuamente; e, sobretudo, que ensinem o Evangelho uns aos outros. E que saiam para a vida, para toda ela, por todo o mundo, qualquer mundo, até os confins de qualquer fim de terra; e que, indo, preguem, testemunhem e façam discípulos de Jesus, ensinando a eles que o lugar onde se serve a Deus é no mundo, e que o lugar chamado Igreja é qualquer lugar onde dois ou três se reúnam em Seu nome, até numa "Estação do Caminho" ou em qualquer estação, com ou sem nome, desde que seja um lugar de refrigério, acolhimento amoroso e manifestação do Poder de Deus, em meio aos dons espirituais.

Mas há certas coisas que só são provadas se são provadas e se fazem provadas, ainda que para alguns pareçam improváveis. É bom, todavia, que se saiba que o Evangelho é apenas para gente que crê no impossível.

Por fim, pensem em Abraão, que saiu, e foi sem saber para onde ia. Daí Deus ter considerado que ele era um amigo. A grande recompensa da confiança é a amizade de Deus!

Se alguém ouvir e crer, e levantar-se para a Vida em nome de Jesus, esse é membro da Doce Revolução!